sexta-feira, 30 de julho de 2010

Portinari e o retrato do povo brasileiro

Autorretrato

Filho de imigrantes italianos, de origem humilde, Candido Torquato Portinari nasceu no dia 30 de dezembro de 1903, em Brodowski, interior do estado de São Paulo. Devido às más condições financeiras da família, cursou apenas o ensino primário, mas seu gosto pela arte começou a despontar desde cedo.
Apaixonado pela pintura, aos 15 anos ingressou na Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, onde obteve um ensino sistemático. Dez anos depois conquistou o Prêmio de Viagem ao Estrangeiro, concedido pela Exposição Geral de Belas-Artes. Em 1929 partiu para Paris. Na capital francesa, Portinari entrou em contato com outros artistas e conheceu também sua futura esposa, Maria Victoria Martinelli. Dois anos depois, casado, retorna ao Brasil. A distância de sua pátria fez despertar nele o interesse em retratar o povo brasileiro, com um estilo moderno e experimentalista. 

A obra obteve a 2ª Menção Honrosa do Carnegie Institute, em 1935
A obra obteve a 2ª Menção Honrosa do Carnegie Institute, em 1935 (Imagem: Candido Portinari )
Em 1935, Portinari recebeu a segunda Menção Honrosa na exposição internacional do Instituto Carnegie de Pittsburgh, nos Estados Unidos, com a tela Café, em que é retratada uma colheita típica da sua região de origem. A partir de então o artista passou a ser mundialmente conhecido. 

Suas obras muralistas ficaram famosas em edifícios públicos do Brasil e do exterior. No final da década de 1940, o artista se filiou ao Partido Comunista Brasileiro (PCB) e lançou sua candidatura ao Senado. Derrotado e fugindo da perseguição aos comunistas, mudou-se para o Uruguai. Após a anistia, em 1951, Portinari voltou para o Brasil. 

A notoriedade do artista fez com que fosse convidado para expor suas obras no exterior. Seu nome estava presente em importantes exposições.  Em 1959 expôs na Galeria Wildenstein de Nova York.

Devido à intoxicação causada pelas tintas que utilizava nas pinturas, Portinari faleceu no dia 6 de fevereiro de 1962. Ele pintou mais de 5.000 obras. Mesmo com característica de pintura moderna, não perdeu a admiração do público. 

Em razão da extensão de seu trabalho, Portinari se tornou o pintor brasileiro mais falsificado. De acordo com o levantamento feito no Rio de Janeiro pelo Projeto Portinari, foram identificadas quase 700 telas falsificadas. Ainda segundo a verificação, há pelo menos quatro décadas, cópias de suas telas circulam no mercado.

Algumas das obras mais famosas de Portinari são: 
- Meio ambiente;
- Colhedores de café;
- Mestiço;
- O lavrador de café;
- O sapateiro de Brodowski;
- Menino com pião;
- Lavadeiras;
- Grupos de meninas brincando;
- Menino com carneiro;
- Cena rural;
- A primeira missa no Brasil;
- São Francisco de Assis;
- Tiradentes;
- Ceia;
- Os retirantes;
- Futebol;
- O sofrimento de Laio;
- Criança morta;
- Pipa.

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