Nascido em 2 de outubro de 1869, Mohandas Karamchand Gandhi, ficou mundialmente conhecido por ser um dos responsáveis pela independência da Índia. Por não usar a violência durante a luta pela autonomia do país, ele começou a ser chamado de Mahatma, que em sânscrito significa “grande alma”, uma expressão de respeito do povo indiano por seu líder.
Filho de um político, Gandhi, com apenas 13 anos, casou-se com a jovem Kasturbai. Conforme a tradição indiana, a união foi acertada entre os pais de ambos. Frutos dessa união nasceram quatro filhos.
Após estudar no Samaldas College, em Bhavnagar, aos 19 anos, o futuro pacifista partiu à Inglaterra para estudar direito na Universidade Oxford, Londres. Em 1893 começou a trabalhar como advogado na África do Sul, em uma colônia britânica. Durante uma viagem de trem, Gandhi estava na primeira classe. Pelo fato de não ser branco, pediram para que ele se transferisse para a terceira classe, pelo fato de não ser branco. Ao recusar-se a cumprir a ordem, foi jogado para fora do trem. A partir de então começou a advogar contra as leis discriminatórias do país.
Gandhi permaneceu por mais de 20 anos na África do Sul, defendendo os direitos dos indianos. No país africano, desenvolveu a filosofia Satyagraha, que tinha por base a resistência não violenta às ordens civis. Em 1913, foi preso enquanto liderava uma marcha de trabalhadores indianos. Após dura persistência, mas sem coação, foi concedida mais liberdade ao indianos.
Em 1915 Gandhi retornou à Índia, onde passou a exercer o papel de conciliador entre hindus e muçulmanos, para que unidos buscassem a independência do país. A luta pacífica estava baseada na desobediência civil, e o jejum era uma de suas formas de protesto. Como líder, motivava o boicote aos produtos fabricados pela Inglaterra, que incluía tecidos e bebidas. Após Massacre de Amritsar em 1920, em que soldados britânicos mataram centenas de indianos, Gandhi reforçou ainda mais a posição pró-independência.
Com objetivo de mostrar a necessidade da prática da desobediência civil e o uso da não violência, Gandhi realizou muitas viagens pelo território indiano. Como retaliação a lei em que os indianos deveriam pagar um imposto sobre o sal, foi organizada uma marcha que durou mais de 20 dias, e ficou conhecida como a Marcha do Sal. Milhares de pessoas aderiram ao protesto, o que resultou em várias prisões.
Durante a Segunda Guerra Mundial, Gandhi não apoiou a Inglaterra. Ele era contra a divisão da Índia. Após a independência da Índia, devido a conflitos internos, em 1947 o país foi dividido entre Índia (hindus) e Paquistão (muçulmanos).
Em 1948, depois de um jejum em protesto contra a violência cometida por indianos e paquistaneses, Gandhi sofreu um atentado, mas sobreviveu. No mesmo ano foi assassinado a tiros, em Nova Déli por um hindu. Nos anos finais de vida, o líder indiano recebeu cinco indicações para o Prêmio Nobel.
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