A cidade de Cachoeira, no Recôncavo, foi cenário de importantes acontecimentos que culminaram na Independência da Bahia. Em junho de 1822, os cachoeirenses lideraram o movimento de luta e deflagraram guerra contra os portugueses. No dia 25, os vereadores de lá redigiram uma ata e aclamaram Dom Pedro Alcântara, príncipe regente do Brasil.
Em homenagem a essa data, o governador Jaques Wagner sancionou a Lei 10.695/07 que determina que no dia 25 de junho a sede do governo seja transferida para Cachoeira. Essa medida vem sendo adotada desde 2008 e será feita todos os anos.
O Dois de Julho é comemorado, atualmente, com muita festa. O cortejo, que relembra os guerreiros que lutavam pela independência, já é uma tradição. Para Socorro Targino, arquiteta, mestre em História e autora do livro Dois de Julho: a História da festa, uma das coisas mais importantes é que a festa é feita pelo povo. “É uma forma de congraçamento e não perde a tradição. A festa é em verde e amarelo, não apenas da Bahia”.
Durante o desfile, é possível ver as imagens do caboclo, da cabocla e de outros personagens que defenderam a Bahia dos portugueses. “A vitória foi possível graças a ajuda de índios, negros e quilombos que participaram das últimas lutas. É importante rememorar e mostrar na festa quem foram essas figuras”, diz Mateus Torres, gerente de pesquisa e planejamento do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac). Em 2006, o cortejo do Dois de Julho foi registrado pelo Ipac no livro especial dos eventos e celebrações.
Hino – Com letra de Ladislau dos Santos Titara e música de José dos Santos Barreto, o hino ao Dois de Julho foi considerado como o oficial da Bahia, em abril deste ano. “Ele é entoado todos os anos, faça chuva ou sol, mas sempre de uma forma renovada. Além disso, todas as frases são pequenas, de modo que fica fácil para o povo cantar”, revela Socorro.
Segundo ela, há dois hinos que representam muito para a Bahia e ambos estão ligados ao Dois de Julho. “Um é o do Senhor do Bonfim e o outro é o que tem o nome da data. O hino do Senhor do Bonfim foi feito para homenagear os 100 anos do Dois de Julho”, completa.
Salve 2 de Julho!
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