Crianças fazem coisas que podem deixar os pais com raiva. Nervosos, eles podem gritar e tentar discipliná-las. Gritar com uma criança é errado, mas alguns pais perguntam:“Não é normal ficar com raiva numa hora destas? Qual a melhor maneira de lidar com a indisciplina dos filhos?”
O desafio é a mistura ou combinação de limites com afeto. Com palavras simples, sempre devemos explicar às crianças o motivo da disciplina que impomos a elas. Quanto à prática da disciplina, nunca devemos fazer isso com palavras raivosas nem sacudir a criança, muito menos bater nela movidos pela raiva. Se estiver sentindo muita raiva, diga à criança que ela fez algo errado e que depois você irá conversar com ela sobre o assunto. Dê-lhe alguma ordem no momento para ser executada, e fique quieto, sem discutir, sem provar nada, sem gritar.
Mais tarde, depois que a raiva passar, fale com ela com firmeza e calmamente. Explique-lhe que o que ela fez foi errado, e que não deve repetir. Se acontecer de novo, será castigada para aprender. Termine a conversa com um abraço, dizendo o quanto a ama e o quanto ela tem valor. Mas, isso tem que ocorrer no mesmo dia, porque uma criança pequena, ao contrário dos adultos, não tem noção do tempo e a memória dela funciona de forma diferente da nossa. Crianças não têm noção de passado, presente e futuro como nós adultos.
Não tenha misericórdia da criança a ponto de evitar a disciplina. Porém, quando disciplinar, não faça isso movido pela raiva do momento. Isso vale para pai, mãe, avó, tios, professores, qualquer adulto que lide com crianças.
Outra coisa importante: ao disciplinar uma criança, enfoque o ato que ela fez como sendo errado, mas nunca enfoque a pessoa dela como sendo errada. Ou seja, em vez de dizer: “Você fez isto errado! Você não obedece nunca!”, diga: “O que você fez é errado.” E pode continuar assim: “Amo muito você, e sei que você é uma criança muito legal, mas o que você fez não foi legal e por isso...” (explique a disciplina que vai adotar). Atacar ou criticar a criança gera nela a ideia de que não vale nada. Atacar o problema protege a autoestima e o autorrespeito dela.
[Fonte: Revista Vida e saúde – Fev 2010, p.23]
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