O tabagismo é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a principal causa de morte evitável em todo o mundo.
Estima-se que um terço da população mundial adulta, isto é, 1 bilhão e 200 milhões de pessoas sejam fumadoras e que destas 4,9 milhões morram anualmente, o que corresponde a mais de 10 mil mortes por dia que poderiam ser evitadas.
A partir da década de 90 acentua-se o aumento do consumo de tabaco entre os jovens adolescentes com idades compreendidas entre os 12 e os 14 anos, mas pouco tem sido discutido acerca das causas ou factores que podem determinar esta decisão de experimentar esta droga em forma de cigarro por parte dos jovens.
Talvez pelo facto da instituição familia ter sido considerada durante muitos séculos como algo intocável e inalterável não tenha sido alvo de pesquisa acerca das suas influências nos hábitos tabágicos dos adolescentes.
Estudos recentes têm vindo comprovar o peso que a familia tem na relação dos hábitos de fumar dos jovens adolescentes, destes estudos pode inferir-se que a percentagem de adolescentes que fumam é bastante maior nos adolescentes que pelo menos um dos pais é fumador e mantém estes hábitos em casa, em oposição verifica-se uma menor percentagem de jovens fumadores que nenhum dos pais tem hábitos tabágicos.
Logo destes dados conclui-se que o cosumo de tabaco pelos pais no domicilio é um factor social de risco relacionado com o consumo de tabaco pelos filhos.
Deverão os pais ser responsabilizados pela nefasta influência que exercem sobre os seus filhos neste dominio? Deverão ser os pais rigorosamente sensibilizados para este facto que está comprovado através de diversos estudos?
Estas são algumas questões que devem fazer parte da reflexão da sociedade em geral, em particular dos pais fumadores que desejam socializar os seus filhos sem os hábitos tabagicos que trazem consigo.
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